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Para que serve a ressonância com contraste e como ela é feita...

 

Para que serve a ressonância com contraste e como ela é feita...

A ressonância magnética é um exame altamente eficiente, utilizado para detectar diversas doenças do corpo humano, como nas articulações, medula espinhal, coração, vasos sanguíneos, crânio e abdome.

Trata-se de um exame de grande importância na detecção de alterações como câncer, tumores, e no diagnóstico de doenças neurais, entre outros problemas graves.

A especialidade conta ainda com uma variação importante, utilizada para aprimorar a acurácia dos diagnósticos feitos por ressonância magnética: é o caso da ressonância com contraste.

Você sabe como funciona o uso de contraste na radiologia, em quais casos é indicado e qual substância é utilizada na ressonância com contraste?

O que é ressonância com contraste?

Para entender o que é ressonância magnética com contraste é preciso, primeiramente, entender como funciona a ressonância magnética.

ressonância magnética utiliza sinais de radiofrequência para registrar imagens dos tecidos do corpo humano, através de um campo magnético que atrai as moléculas de hidrogênio do nosso corpo. 

As imagens registradas são uma exibição dos sinais de radiofrequência emitidos pelo aparelho e que interagiram com as moléculas de hidrogênio do nosso corpo, depois foram captados e interpretados pelo computador.

No entanto, existem algumas estruturas anatômicas que podem ser mais difíceis de visualizar, tornando necessário o uso de contraste.

Para que serve o contraste na ressonância magnética?

O contraste serve para melhorar a qualidade das imagens geradas no exame de ressonância magnética. 

Para isso, é utilizada uma substância chamada de gadolínio, que vai realçar as características presentes nas estruturas anatômicas.

Na prática, o contraste vai alterar diretamente o campo magnético da anatomia que será examinada, possibilitando captar as imagens com maior qualidade e nitidez.

Enquanto as áreas saudáveis possuem moléculas de hidrogênio que reagem de determinada maneira ao estímulo do campo magnético do aparelho de ressonância, as áreas afetadas por alguma patologia reagem de maneira diferente.

Por este motivo, a ressonância magnética é muito eficaz para detectar alterações como tumores ou câncer.

Como é feita a ressonância magnética com contraste?

A ressonância com contraste é basicamente igual a ressonância magnética, a principal diferença é que, quando se utiliza contraste, a substância é inserida de forma intravenosa durante o procedimento.

Passo a passo da ressonância com contraste

  1. Primeiro o paciente deve se preparar retirando todos os objetos e acessórios metálicos. Normalmente, as instituições separam um avental para a pessoa usar durante o exame.
  2. Em seguida, ela deita na maca que se move para dentro do tubo do aparelho de ressonância magnética.
  3. Lá dentro ela deve ficar totalmente imóvel até que as imagens sejam captadas.
  4. Após captar as imagens, o contraste é introduzido no paciente. Quando a substância chega até a parte do corpo a ser examinada, novas imagens são captadas.

O procedimento possibilita que o médico analise e compare as imagens captadas com e sem o uso de contraste, a fim de identificar alterações e oferecer um diagnóstico mais preciso.

Apesar do uso de aplicação intravenosa no momento de injetar o contraste, o exame de ressonância com contraste é indolor e não invasivo. 

Sua duração varia entre 20 e 60 minutos, podendo ser mais ou menos, de acordo com a área a ser estudada.

Em pacientes claustrofóbicos, com dificuldade para permanecer em locais fechados ou em crianças, que dificilmente ficam paradas, pode ser utilizado um sedativo durante o exame, com orientação médica.

Quais as doenças que a ressonância com contraste detecta?

A ressonância magnética com contraste é utilizada para diagnosticar diversas patologias, como câncer, tumores nas partes moles do corpo, doenças neurológicas e problemas nos vasos sanguíneos.

Outras doenças detectadas durante a ressonância com contraste:

  • Aneurisma
  • AVC e os danos causados às células cerebrais
  • Isquemia
  • Esclerose múltipla
  • Coágulos
  • Microcalcificações
  • Doença arterial coronariana
  • Inflamação no cérebro (encefalite)

Além dessas alterações, o contraste também permite observar obstruções nas veias, malformações, como também a velocidade e a direção que o sangue está circulando.

Ressonância com contraste: as contraindicações

De acordo com estudos, o gadolínio costuma causar reações adversas em apenas 2% a 4% dos pacientes, sendo que entre os sintomas mais comuns estão: náuseas, vômitos, dores de cabeça, gosto metálico na boca imediatamente após a aplicação da substância e excesso de calor.

Os efeitos, no entanto, tendem a desaparecer ainda durante a realização do exame.

Após a aplicação de gadolínio via intravenosa, a substância é expelida pelo organismo através da urina em cerca de 24 horas.

A realização de ressonância com contraste não deve ser realizada em:

  • Pacientes com insuficiência renal
  • Mulheres grávidas
  • Mulheres que estão amamentando
  • Pessoas que fazem uso de marcapassos antigos
  • Pessoas que utilizam placas ortopédicas metálicas ou próteses
  • Deve ser evitado em pacientes com marcapassos antigos, próteses e placas 

Por fim, o médico ainda pode recomendar o uso de antialérgicos para pacientes que apresentem quadros de alergia, a fim de evitar possíveis reações.

Ressonância magnética com contraste e a telemedicina

A ressonância com contraste é um exame complexo, altamente eficiente e que necessita de médicos especialistas para interpretar e analisar as imagens captadas pelo aparelho.

Devido a sua especificidade e demanda, trata-se de uma especialidade que muitas clínicas e hospitais têm dificuldade para ter profissionais especialistas à disposição, seja pela disponibilidade ou pelo alto valor.

Nesse sentido, a telemedicina é uma grande parceira, capaz de resolver problemas de disponibilidade de médicos para ler, interpretar e laudar os exames de ressonância com contraste.

Por meio da telerradiologia, do armazenamento na nuvem e das plataformas que permitem a emissão de laudos à distância, as instituições podem contar com profissionais todos os dias por semana, inclusive aos fins de semana, a qualquer hora do dia ou da noite.

É inegável que isso torna o atendimento aos pacientes mais eficiente, também gera economia, visto que os médicos que atendem por meio de plataformas de telemedicina recebem por laudo emitido e não por hora, como normalmente ocorre quando o médico é alocado na clínica, hospital ou centro de imagem.





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